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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Gabriel Grossi e Laurent Coulondre lançam álbum Hermeto Universal e celebram o legado de Hermeto Pascoal

Em Neon: quinta-feira, 18 de junho de 2026


Disco transcende a ideia de tributo e apresenta releituras de composições do multi-instrumentista com obras inéditas dedicadas a ele que trazem linguagem atual e acessível, além de novos caminhos estéticos contemporâneos

Se estivesse vivo, Hermeto Pascoal faria 90 anos no próximo dia 22 de junho. Para celebrar a obra e o legado do músico multi-instrumentista, o gaitista brasileiro Gabriel Grossi, um dos maiores harmonicistas do mundo e discípulo direto do mestre, em parceria com o pianista francês Laurent Coulondre, um dos principais nomes do jazz europeu contemporâneo, lançam o álbum Hermeto Universal, um projeto que transcende a ideia de tributo e expande o trabalho de Hermeto Pascoal em uma dimensão global.

Com 14 faixas que revisitam e reinventam o trabalho do multi-instrumentista brasileiro, o disco chega às plataformas digitais com um repertório que combina releituras de composições de Hermeto com obras inéditas dedicadas a ele, construindo um panorama que respeita a essência da Música Universal — conceito criado pelo próprio artista para definir seu estilo —, e propõe novos caminhos estéticos contemporâneos, com linguagem atual e acessível.

A produção e os arranjos são assinados pela dupla Gabriel Grossi e Laurent Coulondre e o álbum conta com um elenco internacional de destaque. Na banda, além de Gabriel e Laurent, estão Michael League, líder do grupo Snarky Puppy, e o baterista cubano Ruy López Nussa. Nas participações especiais, grandes nomes da música instrumental contemporânea, como Chris Potter, Varijashree Venugopal, Ibrahim Maalouf, Jorge Pardo, Baptiste Herbin, Christelle Raquillet, Fábio Pascoal, Vanessa Moreno e Laura Dausse.

O quarteto que compõe o álbum: (da esq. para dir): Gabriel Grossi, Laurent Coulondre, Ruy López e Michael League

“Mais do que uma homenagem, Hermeto Universal se apresenta como um manifesto artístico: um desabafo musical e uma poderosa afirmação da continuidade de uma das obras mais inventivas e relevantes da história da música brasileira”, destaca Grossi.

Segundo ele, o próprio Hermeto Pascoal faz uma participação especial no álbum, tocando uma composição feita em parceria com Grossi, quando suas filhas nasceram. É a faixa que encerra o disco de forma simbólica e afetiva. “A música se chama “Catarina e Teresa”, em homenagem às minhas filhas gêmeas Trata-se de uma criação espontânea, nascida de um processo livre e totalmente improvisado, algo que traduz muito da essência do próprio Hermeto”, conta Grossi.

Para a abertura do álbum, Gabriel escolheu a releitura de ‘Chorinho Pra Ele’, uma das importantes canções de referência na obra de Hermeto pelo alto grau de exigência técnica. A nova versão ganhou single, lançado em maio, e apresenta grooves modernos e uma abordagem contemporânea, com influências internacionais e uma estética mais pop, sem abrir mão da sofisticação musical que caracteriza o universo ‘hermitiano’.

 “‘Chorinho pra Ele’ foi escolhida para abrir o álbum pela força simbólica e musical. Estabelece, de forma clara, o universo sonoro do projeto e aponta os caminhos estéticos que serão explorados ao longo do disco”, explica o instrumentista, considerado um dos mais importantes da música brasileira.

Para Grossi, Hermeto Pascoal é sua maior referência musical. “Ele foi meu padrinho musical, participou do meu primeiro disco. Mais do que um grande compositor e instrumentista, acredito que Hermeto representa uma verdadeira escola de música. Sua liberdade criativa e sua visão única moldaram profundamente o meu pensamento artístico e fazem parte do meu DNA como músico”, ressalta.

 Os shows de lançamento do álbum Hermeto Universal estão previstos para agosto e setembro de 2026, no Brasil, e, em 2027, na Europa.

capa do álbum: crédito: Eduardo Serra

Álbum “Hermeto Universal” : Link para ouvir o álbum 

Ficha Técnica:

Gabriel Grossi — Harmônica

Laurent Coulondre — Keyboards, Piano

Michael League — Bass

Ruy Adrian López Nussa — Drums

Daniel Musy - Mix

André Dias - Master

Jep Jorba - filmagem

Gabriel Vieira - edição de vídeo

New World Production - label

Titãs revisitam a força e a atualidade de “Cabeça Dinossauro” na 9ª edição do Festival de Inverno Rio

Crédito: Pedro Dimitrow

Lançado em 1986, Cabeça Dinossauro nasceu para provocar. Com letras afiadas e um som que ajudou a redefinir os rumos do rock brasileiro, o álbum transformou os Titãs em uma das vozes mais contundentes de sua geração. Quarenta anos depois, o disco segue despertando debates e conquistando novos ouvintes. No dia 25 de julho, a banda leva ao Festival de Inverno Rio a turnê comemorativa de um de seus trabalhos mais emblemáticos.

"O Cabeça Dinossauro é um disco que permanece muito atual e eu acho que isso se deve muito porque os temas são temas constantes que estão sempre presentes no convívio humano. O disco de certa forma questiona a autoridade policial, o abuso de poder, a exploração em nome da religião, o capitalismo. Ele é um disco a favor da liberdade e da democracia. Então, acho que tudo isso faz o Cabeça realmente permanecer atual", declarou Tony Bellotto, integrante da banda.

Com faixas como "Polícia", "Igreja", "Bichos Escrotos" e "AA UU", o álbum atravessou o século sem perder a força. Na nona edição do evento, os Titãs dividem a programação de uma noite dedicada ao rock nacional ao lado de Capital Inicial, Charlie Brown Jr. (Marcão Britto e Thiago Castanho) e IRA!.

Para Sergio Britto, um dos grandes atrativos dos festivais está justamente nos encontros que eles proporcionam, tanto para o público quanto para os artistas. "Você encontra muita gente, bandas, amigos, parceiros, gente que não costuma cruzar com tanta frequência. Então os festivais sempre são acontecimentos muito especiais", afirmou.

Produzido e idealizado pela PECK, o Festival de Inverno Rio chega à sua nona edição entre os dias 24 de julho e 2 de agosto, na Marina da Glória. Ao longo de seis noites, o evento reúne mais de 30 atrações de diferentes estilos musicais e se consolida como o principal encontro cultural do inverno carioca.

SERVIÇO

Festival de Inverno Rio 2026

Local: Marina da Glória – Av. Infante Dom Henrique, s/n – Glória – Rio de Janeiro

Datas: 24 de julho a 2 de agosto de 2026

Horários: 

Sextas-feiras: abertura dos portões às 19h

Sábados: abertura dos portões às 17h

Domingos: abertura dos portões às 15h

LINE-UP

Sexta-feira | 24 de julho

Samuel Rosa + Negra Li

Nando Reis + Arnaldo Antunes

Geraldo Azevedo + Chico César


Sábado | 25 de julho

Titãs


Capital Inicial

Charlie Brown Jr. (Thiago Castanho & Marcão Britto)

IRA!


Domingo | 26 de julho

Marina Lima

Ana Carolina

Maria Gadú


Sexta-feira | 31 de julho

Ludmilla

Luísa Sonza

Marina Sena


Sábado | 1º de agosto

ANAVITÓRIA

BK’

Gilsons


Domingo | 2 de agosto

Seu Jorge + Marcelo D2

Criolo + Rael

Belo + Gabi Melim


Vendas: https://www.bilheteriadigital.com/busca/inverno 


Valor: a partir de R$180,00

Estrelado por Alice Carvalho e dirigido por Andrucha Waddington, 'Marta' inicia as filmagens no Brasil


A foto de Laura Campanella traz Alice Carvalho como ‘Marta’ junto das atrizes Karina dos Santos (‘Rosana’, 6), Vitoria Ribeiro (‘Formiga’, 8), Camila Cocão (‘Simone Jatobá’, 2), Raissa Borges (‘Katia Cilene’, 9), Sophia Dinis (‘Ester’, 19) e Betina Bion (‘Andrea Suntaque’)

Cinebiografia da maior jogadora de futebol de todos os tempos chega às telas em 8 de abril de 2027 e será distribuído pela Conspiração

A trajetória de Marta Vieira da Silva, maior jogadora da história do futebol feminino mundial, já tem data para chegar às telas. Estrelado por Alice Carvalho e dirigido por Andrucha Waddington, "Marta" estreia nos cinemas brasileiros em 8 de abril de 2027, com produção da Conspiração, que também assina a distribuição, em coprodução com Globo Filmes, TV Globo e a sueca Fox In The Snow.

Após concluir a primeira etapa das filmagens na Suécia, país fundamental em sua consolidação internacional, a produção segue em ritmo intenso no Brasil ao longo do mês de junho e julho. As filmagens começaram em importantes locações do Rio de Janeiro, incluindo a Granja Comary, o Estádio de São Januário e o Estádio Nilton Santos (Engenhão), cenários que ajudam a reconstruir diferentes momentos de sua trajetória dentro e fora dos gramados.

O roteiro é assinado por Elena Soárez e Thais Tavares. Além da Suécia e do Rio de Janeiro, o filme também vai passar por locações em Alagoas, estado natal da jogadora.

Sobre Conspiração

Com 10 indicações ao Emmy International, a Conspiração é a produtora independente na América Latina, com maior número de indicações a premiação e vencedora da categoria Melhor Comédia com "A Mulher Invisível". É coprodutora do vencedor do Oscar® de Melhor Filme Internacional e Globo de Ouro® de Melhor Atriz - Drama, além de maior bilheteria pós-pandemia do Brasil "Ainda Estou Aqui". É realizadora de séries de sucesso como "FIM" (Globoplay), "Sob Pressão" (TV Globo), "DOM" (Prime Video), "Anitta: Made in Honório" (Netflix), "Detetives do Prédio Azul" (Gloob) e "1 Contra Todos" (Fox), além de séries de não-ficção como "Viajando com Os Gil" (Prime Video), "Angélica: 50 & Tanto" (Globoplay) e "Se Eu Fosse Luisa Sonza" (Netflix).

No cinema, participou de festivais renomados como Cannes, Berlim, Sundance, Veneza e Toronto, e responsável por sucessos de bilheteria como "Eu Tu Eles" (Menção especial de Un Certain Regard), "2 Filhos de Francisco" - ambos indicações oficiais do Brasil ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro -, "Vai Que Cola", "O Auto da Compadecida 2”, "Vitória" e “Velhos Bandidos”. Atualmente, lança “Quinze Dias” e trabalha em novos títulos, incluindo “Emergência 53”, “No Jardim do Ogro”, “Os Corretores” e “Bajo Presión", adaptação do "Sob Pressão" no México.

Sobre Globo Filmes

Há mais de 25 anos, a Globo Filmes constrói parcerias que impulsionam o audiovisual brasileiro, levando grandes histórias nacionais ao público de todas as gerações. Desde 1998, atua como a maior coprodutora e uma das principais investidoras do cinema nacional, com mais de 560 títulos lançados e mais de 270 milhões de espectadores acumulados nas salas de cinema. O portfólio da Globo Filmes reúne produções que marcaram o cinema brasileiro. Entre os sucessos de público estão “Minha Mãe é uma Peça 3” e “Tropa de Elite 2”, ambos com mais de 11 milhões de espectadores, e grandes bilheterias recentes como “Minha Irmã e Eu”, “Os Farofeiros 2” e “Vitória”. A trajetória inclui ainda obras aclamadas pela crítica dentro e fora do país, como “2 Filhos de Francisco”, “Carandiru”, “Cidade de Deus” (quatro indicações ao Oscar) e “Bacurau” (Prêmio do Júri em Cannes). Mais recentemente, títulos como “O Último Azul” (vencedor do Urso de Prata na Berlinale) e “Manas” (GDA Director’s Award no Festival de Veneza) reforçam a diversidade e a potência das narrativas nacionais. 

A Globo Filmes segue acreditando na força das salas de cinema e no impacto das boas histórias. Com foco na qualidade artística e na pluralidade de conteúdos, leva ao público o melhor do cinema brasileiro nos mais variados gêneros. 

Sobre a TV Globo

A TV Globo atua como parceira estratégica do cinema brasileiro, combinando exibição, promoção e investimento em produção. Com mais de 700 filmes exibidos anualmente na TV aberta, a empresa amplia o acesso ao conteúdo audiovisual e fortalece a cultura nacional. Além de licenciar filmes para sua programação, viabiliza projetos de coproduções com mercado independente e colaborações locais e internacionais. Investe também em filmes originais produzidos pelos Estúdios Globo e por suas afiliadas em diversas regiões do país. Essa integração entre janelas contribui para a valorização do cinema, estimulando novos negócios e consolidando o hábito de consumo de filmes no Brasil.


Com direção de Daniel Herz, A Moratória ganha nova temporada até 28 de junho, em Ipanema


Clássico de Jorge Andrade ganha nova montagem dirigida por Daniel Herz no Teatro Laura Alvim. Com propositura do produtor Marcos Arzua, o espetáculo reúne jovens atores da Cia. Churros de Polvo e aposta em um processo de imersão histórica sobre o ciclo do café

Um dos textos mais emblemáticos da dramaturgia brasileira, A Moratória, de Jorge Andrade, ganha nova encenação sob a direção e concepção de Daniel Herz. Após uma curta temporada de estreia no Teatro dos 4, em março de 2026, com sucesso de público, a produção ficará em cartaz de 5 a 28 de junho, no Teatro Laura Alvim.

O espetáculo tem como proponente o produtor e diretor de produção Marcos Arzua, que convidou a Cia. Churros de Polvo e Daniel Herz para levar à cena o clássico do teatro brasileiro, propondo uma leitura contemporânea da obra.

“A Moratória, de Jorge Andrade, fala da queda de um mundo e da dificuldade de aceitar o fim. Mais do que uma crise econômica, a peça expõe personagens que tentam adiar a perda, suspender o tempo e preservar identidades que já não se sustentam.” — Daniel Herz

Escrita nos anos 1950, a peça retrata o colapso de uma família tradicional diante da perda de status social e da incapacidade de adaptação a um mundo em transformação. Ao abordar a decadência das elites agrárias após a crise do café de 1929, o texto expõe tensões econômicas, afetivas e morais que ainda ecoam na sociedade brasileira.




O processo de criação do espetáculo começou com um intenso trabalho de contextualização e imersão histórica, ministrado por Marcos Arzua. Antes mesmo do início dos ensaios de cena, o elenco foi convidado a mergulhar no universo social, econômico e cultural que atravessa a obra de Jorge Andrade.

Como parte desse processo, os atores visitaram diferentes lugares ligados à história do café e à formação econômica do país. No Rio de Janeiro, o grupo esteve no Centro Cultural Banco do Brasil, edifício que já abrigou a antiga Bolsa de Valores, além de diversos pontos históricos da cidade. Entre os locais visitados estão também a Floresta da Tijuca e o Parque Lage, áreas que no século XIX sofreram intenso desmatamento para a plantação de café.

A pesquisa seguiu para o Vale do Café, com destaque para a cidade de Vassouras. O elenco visitou a Casa da Hera, importante patrimônio histórico da região e o único imóvel que mantém preservados seus interiores e mobiliário originais de época. O casarão terminou pertencendo a Eufrásia Teixeira Leite, cuja atuação foi fundamental para a preservação da memória ligada ao ciclo do café.

O espetáculo é interpretado por Aldrin Cordeiro, Ana Clara Winter, André Andrade, Bruno Jugend, Fernanda Sarriá, Marcela Garcia, Raphael Montenegro e Rebeca Souza.

Como escolha dramatúrgica da encenação, os personagens Lucília, Marcelo e a tia Elvira são interpretados em sistema de revezamento entre os integrantes da companhia, permitindo que diferentes presenças revelem novas camadas desses papéis ao longo da temporada.


SERVIÇO

A Moratória

Temporada: 5 a 28 de junho - com apresentações às sextas e sábados, 20h, e domingos 19h (durante o mês de junho. Nos dias 13 e 19 de junho não haverá sessão em função dos jogos do Brasil na Copa_

Local: Teatro Laura Alvim – Av. Vieira Souto 176, Ipanema

Classificação indicativa: 12 anos.

Duração: 80 minutos.

Ingressos: R$50,00 meia R$25,00

FUNARJ - Ingressos Oficiais 


FICHA TÉCNICA

Texto: Jorge Andrade

Elenco: Aldrin Cordeiro, Ana Clara Winter, André Andrade, Bruno Jugend, Fernanda Sarriá, Marcela Garcia, Raphael Montenegro e Rebeca Souza

Direção e Concepção: Daniel Herz

Direção de Movimento: Marcia Rubin

Direção de Produção: Marcos Arzua e Kadu Muniz – ArKano Produções

Produção Executiva: Kadu Muniz

 Assessor Teórico: Antonio Gilberto

Cenografia: José Dias

Iluminação: Aurélio de Simoni

Figurino: Wanderley Gomes

Direção Musical: Marcello H

Assistente de Direção: Lara Bereta

Operador de som: Júlia Nepomuceno

Operador de luz: Vitória Arruda

Cenotécnico: José Galdino (Pará)

Assistente de Cenografia: Talita Nascimento

Cinegrafia e Edição: Renato de Paula

Controller: Fabrício Castro de Carvalho

Contrarregragem: Edson Costa Rodrigues e João Vitor Rodrigues

Arte Visual: André Andrade

Designer Gráfico: Wellington Falcão

Mídias Sociais: Fernanda Sarriá

Assessoria de imprensa Natasha Stein

Gui Mohallem leva exposição inédita ao Largo do Arouche


Gratuita e aberta 24 horas, mostra retoma o trabalho fotográfico de Mohallem sobre santuário queer e leva, pela primeira vez, esse universo ao espaço público

 Durante todo o mês de junho, o Largo do Arouche recebe a exposição •IGYH•, uma mostra gratuita e aberta 24 horas. Nela, Gui Mohallem apresenta 24 fotografias inéditas produzidas entre 2023 e 2025 em um santuário queer no sul dos Estados Unidos. O trabalho marca um novo capítulo da saga iniciada com o livro e série Welcome Home (2011). 

Frequentado por Mohallem desde 2009, o santuário atravessa há mais de quinze anos sua trajetória artística. Foi ali que ouviu pela primeira vez as frases “Welcome Home” e “I’m Glad You’re Here”, que acabariam dando nome aos trabalhos. Após abertura com a curadora Khadyg Fares e o escritor e poeta Marcos Visnadi, Gui Mohallem convida todos para a visitação. A mostra fica em cartaz até o dia 28 de junho.

“O que consegue Gui produzir imageticamente nessa série não é uma explicação do santuário”, reflete a curadora Khadyg Fares, “Em vez disso, tem um olhar atento que nos gera atenção. E esse exercício de atenção é capaz de multiplicar o nosso mundo.”

Pela primeira vez no Brasil, as imagens ocupam o espaço público, aproximando o santuário queer norte-americano do Largo do Arouche, um dos principais territórios de convivência LGBT+ de São Paulo.


Artista visual, Gui tem dois livros publicados, Welcome Home (2012) e Tcharafna (2014), e realiza com •IGYH• sua primeira exposição individual em mais de uma década. Entre os dois capítulos da saga, participa da construção do VoteLGBT, experiência que transformou profundamente sua prática artística e atravessa este novo trabalho.

“Nós, as nossas comunidades LGBT+, temos reivindicado a humanidade há muito tempo – e essa humanidade nos é negada”, afirma Alciana Paulino, líder de Inteligência do VoteLGBT, “Eu acho que é chegada a hora da gente reivindicar a natureza.”

“A gente é uma das partes mais bonitas da natureza porque a gente inventa mundos e a gente faz isso quando a gente tá junto”, completa Gui Mohallem. A mostra fica em cartaz até o dia 28 de junho. 

Serviço

Exibição: 6 a 28 de junho de 2026

Local: Largo do Arouche, São Paulo

Gratuito / Livre

Sobre 

Gui Mohallem (Itajubá, MG, 1979) é artista visual. Sua pesquisa investiga identidade, pertencimento e migração através da fotografia, da publicação e de projetos de longa duração entre Brasil, Líbano e Estados Unidos.

Publicou os livros Welcome Home (2012) e Tcharafna (2014), recebeu o Prêmio Conrado Wessel de Arte em 2011, participou do programa Descubrimientos do PhotoEspaña, da 21ª Bienal Sesc_Videobrasil. Suas obras integram coleções como Itaú Cultural, Videobrasil e Centro Cultural São Paulo.

Paralelamente à sua produção artística, lidera o VoteLGBT, organização dedicada ao fortalecimento da participação democrática e das lideranças LGBT+ no Brasil.


Gongada Drag retorna ao Teatro Riachuelo Rio com elenco inédito e muito humor


No dia 23 de junho, o palco do Teatro Riachuelo Rio recebe mais uma edição do Gongada Drag, espetáculo que se consolidou como uma das principais plataformas de humor, arte drag e representatividade LGBTQIAPN+ do país. A noite promete reunir talentos nacionais e internacionais em uma celebração marcada por diversidade, irreverência e performances memoráveis. 

Entre os destaques da programação estão as primeiras apresentações no Rio de Janeiro de artistas como Mary B, Huylson e a comediante moçambicana Maira Santos, ampliando o intercâmbio cultural do projeto. Com trajetórias distintas e grande presença de palco, os convidados levam ao público diferentes linguagens artísticas que dialogam com música, performance e identidade. 

Para completar o espetáculo, Bruno Motta, criador e apresentador do Gongada Drag, recebe grandes nomes da comédia LGBTQIAPN+, e nesta edição reúne duas das maiores referências da arte drag brasileira: Silvetty Montilla e Suzy Brasil. Donas de carreiras consagradas e reconhecidas por seu talento para o humor e a performance, elas prometem momentos de muita diversão, interação com o público e números repletos de personalidade. 

Mais do que um show, o projeto celebra a potência criativa de artistas LGBTQIAPN+, promovendo encontros entre diferentes gerações e estilos em uma atmosfera de acolhimento, humor e celebração. "Além da mistura de comédia e montação, o sucesso do Gongada acontece ao colocarmos esses talentos drags e LGBTQIA+s no palco do teatro, em horário nobre, com produção de espetáculo. Assim, a gente conseguiu trazer o humor da nossa comunidade para que o grande público possa dar risada", destaca Bruno Motta.

Sobre Bruno Motta

Um dos pioneiros da comédia stand-up no Brasil, criador e apresentador do “Gongada Drag”, Bruno Motta é também um dos autores do Furo MTV. Ficou conhecido por apresentar o programa “Improvável” e por participar de diversos programas de TV, como Altas Horas, The Noite, Bial, A Praça é Nossa e Domingo Legal, além de inúmeras participações marcantes no Programa do Jô.

Teatro Riachuelo Rio

O prédio, tombado como patrimônio histórico-cultural, é imponente e se destaca na Rua do Passeio, número 40, reunindo passado, presente e futuro em um só lugar. O ícone da belle époque brasileira ficou com as portas fechadas por dois anos até 2016, quando foi devolvido à população como Teatro Riachuelo Rio, sempre com uma programação plural e acessível. Desde então, foram realizadas diversas peças, musicais, concertos e shows. 

Com uma área de aproximadamente 3.500 m², o teatro oferece uma estrutura completa para seus frequentadores, incluindo foyer, salas de ensaio, escritórios, camarins, área externa e uma grande sala com plateia para 999 pessoas. Mais do que um espaço físico, o teatro representa um compromisso com a promoção da cultura e da arte em suas diversas formas. O espaço conta ainda como o Bettina, Café & Arte, que além de abrir como bomboniere para atender ao público do teatro, funciona também para café da manhã e almoço.

Serviço:

Gongada Drag

23 de junho 

Dia e horário: Terça- feira, às 20h

Vendas: https://www.ingresso.com/evento/gongada-drag 

Valores:

Plateia VIP - R$ 180,00 (inteira); R$ 90,00 (meia)

Plateia - R$ 150,00; R$ 75,00 (meia)

Balcão Nobre - R$ 120,00; R$ 60,00 (meia)

Balcão - R$ 50,00; R$ 25,00 (meia)

Classificação: 14 anos

Duração: 60 min

Teatro Riachuelo Rio - Rua do Passeio, 38 - Centro, Rio de Janeiro - RJ

Série documental acompanha maternidade lésbica e processo de fertilização in vitro


As criadoras de conteúdo Yasmin Akutsu e Luana Aguiar lançam no YouTube a série documental Luasmin: Duas em Uma. O projeto acompanha a trajetória do casal, que compartilha há mais de dez anos conteúdos sobre vivências LGBTQIA+, e registra o início do processo de construção de sua família por meio da fertilização in vitro (FIV). Novos episódios serão disponibilizados semanalmente.

Em formato de reality documental, a produção apresenta momentos da história das duas, desde o relacionamento e o casamento realizado durante a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo até as etapas iniciais do tratamento de reprodução assistida. Ao longo dos episódios, a série mostra consultas médicas, decisões sobre a gestação, desafios do processo e reflexões sobre maternidade, saúde reprodutiva e representatividade.

Criadoras de conteúdo e comunicadoras digitais, Yasmin e Luana atuam juntas há uma década produzindo projetos voltados à diversidade, relações humanas e visibilidade LGBTQIA+, reunindo mais de 1 milhão de seguidores em suas plataformas digitais.

“A gente sempre compartilhou nossa vida com muita verdade. Quando decidimos iniciar o processo para formar nossa família, entendemos que essa também era uma história que merecia ser contada. Existem muitas pessoas que passam pelos mesmos questionamentos, medos e expectativas que nós”, afirma Luana Aguiar.

“Queremos mostrar o processo como ele é, com as alegrias, as dúvidas e os desafios. Falar sobre maternidade lésbica ainda é importante porque muitas pessoas seguem sem se ver representadas quando o assunto é família e parentalidade”, completa Yasmin Akutsu.

A primeira temporada de Luasmin: Duas em Uma acompanha o início da jornada do casal rumo à maternidade. A segunda etapa do projeto, intitulada Luasmin: De Nós, Uma, dará continuidade à história acompanhando a gestação e os preparativos para a chegada do bebê.

Serviço

Luasmin: Duas em Uma

Onde assistir: YouTube 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Celso Frateschi e Zécarlos Machado, em Dois Papas em curta temporada no RJ

Em Neon: segunda-feira, 15 de junho de 2026


Vista por mais de 25 mil pessoas, Dois Papas chega ao Rio de Janeiro - em curta temporada no Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch - após passar por São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Curitiba. O espetáculo foi vencedor de Melhor Drama 2025 pelo Prêmio Arcanjo de Cultura e rendeu indicações ao Prêmio APCA de Melhor Ator aos seus protagonistas. Com direção de Munir Kanaan, a peça marca a primeira montagem internacional do texto de Anthony McCarten, também adaptado para o cinema em filme da Netflix, dirigido por Fernando Meirelles, com 4 indicações ao Oscar.

Sucesso de público e crítica, Dois Papas estreia no Rio de Janeiro na sexta-feira, 12 de junho, às 20h, no Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch. Com direção original de Munir Kanaan, a peça leva aos palcos o encontro entre dois líderes com visões de mundo opostas: o conservador Papa Bento XVI, interpretado por Zécarlos Machado, e o progressista argentino Cardeal Jorge Bergoglio - futuro Papa Francisco - vivido por Celso Frateschi.

O espetáculo foi vencedor de Melhor Drama 2025 pelo Prêmio Arcanjo de Cultura e os protagonistas foram indicados ao Prêmio APCA 2025, na categoria Melhor Ator. A peça marca a primeira montagem internacional do texto de Anthony McCarten, autor também do livro homônimo e do roteiro do filme da Netflix dirigido por Fernando Meirelles, indicado a quatro Globos de Ouro, cinco BAFTAs e três Oscars - incluindo o de Melhor Roteiro.

A história parte do momento em que Bergoglio viaja à Roma decidido a pedir sua aposentadoria. Para sua surpresa, é convocado a uma conversa pessoal com Bento XVI, que considera renunciar ao cargo diante das pressões enfrentadas pela Igreja. O que se segue é um diálogo carregado de tensão, respeito e humor, no qual visões antagônicas encontram espaço para escuta, conflito e transformação.

Além de Celso Frateschi e Zécarlos Machado, o espetáculo conta com vozes femininas que ficam a cargo das atrizes Carol Godoy e Eliana Guttman, intérpretes de fortes personagens próximas aos protagonistas: Irmã Sofia, freira idealista transformada pela ditadura argentina e pelos ensinamentos de Bergoglio, e Irmã Brigitta, uma mulher rígida, editora de livros religiosos e amiga confidente de Bento XVI.

ESTREIA INTERNACIONAL E TRAJETÓRIA

Com estreia mundial em junho de 2019 no Royal & Derngate Theatre, na Inglaterra, a peça chegou ao Brasil em março de 2025, com produção da Gengibre Multimídia e da Zug Produções.

O espetáculo teve sua estreia nacional no SESC-SP, com sucesso de público e crítica, e foi convidado para inaugurar a Sala Nobre do Teatro Cultura Artística. Ainda na capital paulista, a peça chegou aos palcos do Itaú Cultural e BTG Pactual Hall, e também passou por outras capitais, como Porto Alegre, Belo Horizonte e Curitiba.

Elenco

Celso Frateschi – Cardeal Bergoglio

Zécarlos Machado – Papa Bento XVI

Carol Godoy – Irmã Sofia

Eliana Guttman – Irmã Brigitta

Participação em vídeo: Rafa Steinhauser

FICHA TÉCNICA:

Direção e Equipe Criativa Direção: Munir Kanaan.

Dramaturgia: Anthony McCarten.

Tradução: Rui Xavier. 

Diteror Assistente: Gustavo Trestini.

Trilha Sonora: Dan Maia.

Videomapping: André Grynwask e Pri Argoud.

Cenário: Eric Lenate.

Figurino: Carol Roz.

Iluminação: Beto Bruel.

Produção: Gengibre Multimídia, Zug Produções e Fomenta Consultoria.

Direção de Produção: Carol Godoy.

Coordenação de projeto: Fomenta Consultoria

Coordenação de produção local: Felipe Valle - Trupe Produções Artísticas.

Produção Executiva local: Juliana Trimer.

Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes.

Patrocínio: La Serenissima e 2S Inovações.

Apoio Cultural: Quality Digital e Eletromídia

SERVIÇOS:

DOIS PAPAS

LOCAL: Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch

Endereço: Rua do Russel, 804 - Glória, Rio de Janeiro - RJ.

Duração: 110 minutos.

Classificação: +14

Datas das apresentações: de 12 de junho ao dia 05 de julho de 2026.

Horário de Início do Espetáculo: Sextas e sábados, às 20h. Domingos, às 17h.

Vendas AQUI

Não haverá apresentações nos dias 13 e 19 de junho por conta dos jogos do Brasil na Copa do Mundo.

RJ: Selva Solidão em curta temporada - até 26/06


Foto: Paulo Aragon

Após o fim da novela ‘Três Graças’, onde interpretou o personagem Vandilson, Vinícius Teixeira retorna aos palcos com o seu solo ‘Selva: solidão’. No monólogo, de autoria de Jefferson Almeida e do próprio ator, Vinicius dá a três personagens buscando provocar reflexões sobre a solidão LGBTQIAPN+. A produção é da A Marica Latina e faz temporada no Teatro Glaucio Gill, Copacabana (RJ), até 26 de junho, com sessões às quintas e sextas às 20h.

Sinopse: Jonathan, um atendente de fast food, Luiz Felipe, um garoto de programa e Antônio, um professor universitário aposentado, três homens gays que têm suas vidas cruzadas. Através dos desenvolvimentos de suas trajetórias e das relações que se estabelecem entre eles, “Selva: Solidão” convida o público a refletir sobre os efeitos de se crescer como uma pessoa LGBTQIAPN+ em um mundo heteronormativo, e sobre o constante sentimento de solidão presente na comunidade.

“Sinto que é de extrema importância colocar dramaturgias originais escritas e pensadas por pessoas LGBTQIAPN+ nos teatros, nos palcos, nos livros, enfim, em toda a parte! Sinto que estamos num momento, inclusive, em que as questões da nossa comunidade podem e precisam ser aprofundadas nesses projetos e discursos. Entendo que ainda vivemos em um país extremamente LGBTQIAPN+fóbico que, inclusive, é o país que mais mata pessoas LGBTQ+ por 14 anos seguidos e que, por isso, ainda são necessários projetos que falem sobre as descobertas relacionadas a sexualidade e as questões de gênero. Mas percebo que existe, também, uma necessidade de cavar mais fundo e falar sobre todas as complexidades das vivências de pessoas da comunidade como solidão, etarismo, afeto, relação com o corpo, sexo, ansiedade, depressão, abandono, abuso de drogas e muitas outras. Ainda percebo muita dificuldade de viabilizar esse tipo de projeto, visto que muitas empresas não quererem se associar a projetos que tratem de questões relacionadas a comunidade LGBTQIAPN+, por isso também costumo sempre dizer que é de extrema importância que as pessoas da comunidade ocupem os teatros, divulguem essas produções e contribuam para que elas continuem existindo. Tanto para que possamos ver cada vez mais produções com essas temáticas criadas por nós mesmos acontecendo, quanto para que as questões levadas a cena possam ser pensadas por mais pessoas e que, assim, possamos criar um novo imaginário coletivo e uma comunidade com práticas mais saudáveis e acolhedoras”, ressalta o ator sobre a importância de trazer a luz história como as de ‘Selva: solidão’.

Os ingressos para a temporada de ‘Selva: Solidão’ podem ser adquiridos AQUI 

 

SP: Roberto Cordovani traz o espetáculo ‘Olhares de Perfil (O Mito Greta Garbo)’, com temporada até 21 de junho


Foto: Marisa Pereirinha

O ator e diretor Roberto Cordovani traz o espetáculo ‘Olhares de Perfil (O Mito Greta Garbo)’, com temporada até 21 de junho, ao Teatro Paiol Cultural, Vila Buarque (SP). A peça, de Roberto Cordovani e Alejandra Guibert, teve início em março de 1987 e já percorreu 300 cidades do exterior em nove países da Europa. A produção, que no Brasil foi encenado pela primeira vez no Auditório Augusta e posteriormente encerrou temporada no Teatro Municipal de São Paulo, em 1989, fala sobre um ator que interpreta a atriz Greta Garbo em uma casa noturna e começa a ser investigado por um fotógrafo que suspeita dele ser a própria famosa, desaparecida em 1939. Além de Roberto, a peça conta com os atores Ruben Gabira e Custódio Jr.

Sinopse: Em 1940, no mesmo período em que é indicada pela segunda vez ao Oscar pela comédia 'Ninotchka', a atriz Greta Garbo desaparece dos olhos da mídia e dos poderosos da produtora de filmes Metro-Goldwyn-Mayer. Paralelamente a isso, um ator, vivido por Roberto Cordovani, faz numa casa noturna apresentações como a artista, porém de uma maneira como Hollywood nunca a descreveu ou autorizou fazer. Durante esse tempo desaparecida, surgem especulações sobre Garbo ser, na verdade, um homem e que estava servindo ao exército durante a Segunda Guerra Mundial. Numa noite, enquanto fazia papéis mais ambíguos da atriz, um fotógrafo freelancer (Custódio Jr) começa a fotografar a apresentação e suspeita que o ator seja a própria Garbo. Durante o espetáculo, um jogo de imagens e intenções, o fotógrafo e o Crossdresser (Ruben Gabira) amigo do ator e que também suspeita dele ser Garbo vão entrando, junto ao público, numa temática de possibilidades para tentar descobrir se Greta é ou não esse ator.

“O que eu guardo dela é a sua masculinidade. É paradoxal, mas ao interpretar Greta Garbo eu aprendi que ser masculino também pode ser feminino, porque na delicadeza ou na fragilidade, às vezes está a força. É paradoxal, né? Então ela, para mim, é um exemplo de masculinidade no corpo de um ser andrógeno. É um espetáculo que fala sobre androgenia. O que é mais marcante é essa Garbo homem-mulher, reservada, ativista político de esquerda, que quis realmente fazer muito pela humanidade, em termos de liberdade de expressão, de opção política. Ela foi perseguida por ser comunista, por ser homossexual, por ser livre, por ser uma mulher atemporal. Para mim, isso é o que mais me empolga e por isso que é um espetáculo de 'hoje', não tem nada de ficção. Eu digo de hoje porque todo mundo vai se identificar”, diz Cordovani sobre a proposta do espetáculo.

As sessões acontecem aos sábados (21h) e domingos (19h30). Ingressos AQUI 

 

 
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